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26/01/2019 | Concebido por Campo Mourão

Infestação do Aedes aegypti na região da Comcam é alarmante, diz Regional da Saúde

Infestação do Aedes aegypti na região da Comcam é alarmante, diz Regional da Saúde

O alto índice de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue zika, chikungunya e febre amarela urbana, preocupa a 11ª Regional da Saúde de Campo Mourão e deixa a região em alerta. De acordo com os Levantamentos Rápidos de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), repassado pelos municípios à Regional, várias cidades estão enfrentando médio e alto risco de epidemia de dengue.

Até o momento, o município com o maior índice de infestação de larvas do mosquito é Campo Mourão: 11,4%. Em seguida Altamira do Paraná (7,60%); Terra Boa (7,3%); Araruna (6,3%) e Luiziana (5,7%). Não concluíram ainda o levantamento as cidades de Corumbataí do Sul; Nova Cantu e Peabiru. Os municípios têm até o próximo dia 30 de prazo para conclusão do LIRAa.

A técnica da Vigilância Sanitária Ambiental e Saúde do Trabalhador da 11ª Regional da Saúde, Elizabeth Mitiko Konno de Lozada, comentou que o resultado é esperado para este período do ano, época quente e úmida, o que faz com o que o levantamento de índice larvário esteja alto, como foi encontrado em diversos municípios da região.

“São índices alarmantes que vão demandar um trabalho intenso da equipe, mas também a colaboração dos munícipes. Os cidadãos também precisam estar conscientes de que tem que se manter a limpeza porque os criadouros onde encontramos as larvas são em lixos e depósitos de água, ou seja, nos quintais de residências”, frisou Elizabeth. De acordo com ela a Comcam é uma região infestada pelo mosquito e mesmo onde os índices não estejam tão alarmantes, os cuidados devem ser iguais.

A técnica chama a atenção para os municípios onde o índice de larvas apresentou baixa infestação ou então zero. Na região, por exemplo, Boa Esperança e Rancho Alegre do Oeste apresentaram índice 0%. As cidades de Campina da Lagoa e Farol, respectivamente 0,8% e 0,3%. Além disso, outros municípios também apresentaram percentuais bastante baixos, contrariando o panorama de toda a região como Moreira Sales (0,23%); Quinta do Sol (1%); Juranda (1,3%); Janiópolis (1,8%); Goioerê (1,8%); entre outros.

Nestas cidades, a Regional irá solicitar que seja realizado outro tipo de pesquisa para comprovar os números ou justificativa da equipe e coordenação das ações que foram desenvolvidas que justifique o indicador. “Às vezes foi realizado um mutirão de limpeza uma semana antes, não choveu, ou realmente não foi encontrado”, observou Elizabeth, ao ressaltar que mesmo estas cidades também devem se mantes em alerta.

Ela frisou que a Regional da Saúde está acompanhando a situação em toda a região. “Temos a equipe dos supervisores que estão indo a campo. O município que tem necessidade de uma supervisão mais próxima, estamos indo e aqueles que precisam de treinamento também”, falou.

Apesar do alto índice de infestação do Aedes, há mais de um ano a região não temos circulação do vírus da dengue e nem casos positivos confirmados. No entanto o período preocupa porque muitas pessoas se deslocam muito no verão ou recebem visitas de outros locais onde há casos de dengue. “A preocupação é que além da dengue, o Aedes transmite zika e chikungunya e a febre amarela urbana”, disse a técnica da Regional.

Com relação ao doente, Elizabeth orienta que qualquer pessoa com sintomas, como febre alta, dores no corpo, atrás dos olhos e articulações, deve procurar um médico imediatamente para fazer os exames que estão disponíveis e são gratuitos na rede pública de saúde. “Pela rotina de trabalho o agente tem que visitar o imóvel uma vez a cada 60 dias, os outros 59 dias são de responsabilidade do morador. Então ele tem que fazer sua inspeção em casa e no local de trabalho”, ressaltou.

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Fonte: CAMPO MOURÃO | CIDADE PORTAL | TRIBUNA DO INTERIOR - WALTER PEREIRA

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